10 fevereiro, 2007

Realmente, faz muito tempo que não posto aqui. Isso ocorreu pois estava passando uns dias fora e por isso agradeço enormemente ao meu amigo Leo a postar aqui em minha ausencia. Para recomeçar com chave de ouro, escreverei uma crítica sobre o filme que estreiou ontem nos cinemas.

A Rainha (The Queen)
Dirigido por Stephen Frears. Com: Helen Mirren,Michael Sheen, James Cromwell, Helen McCrory, Alex Jennings, Roger Allam, Sylvia Syms, Mark Bazeley, Earl Cameron e Tim McMullan.

Em seus primeiros segundos de filme, somos apresentados à uma conversa entre a rainha Elizabeth II e um artista fazendo um retrato da face da respeitadissima rainha. E nesse dialogo somos apresentados a tudo que o filme propõe durante seus 100 minutos. E gostaria de afirmar que por mais "simples" que esse dialogo poderia soar, ele é de grande importância para a trama. O momento de renovação e de modernizar com o novo primeiro-ministro Tony Blair. O filme leva em base o momento em que a devotada princesa Diane (princesa do povo) morreu em um acidente tremendamente horrível, fazendo com que milhares de pessoas ao redor do mundo tomassem a dor e começassem a mostrar um certo luto. E como Diana não era da família real (havia se divorciado do Principe Charles) a rainha não poderia se pronunciar e nem declarar luto nacional. E, ao acabar o filme, fiquei impressionado com as qualidades desse filme. O roteiro, deixamos bem claro que é original, criado diretamente para o filme, e com isso só aumenta a maestria do mesmo. Peter Morgan criou um roteiro com muita delicadeza e inteligência e desde já se torna um de meus favoritos para a vitória do Oscar.
Em relação ao elenco, que não deixa a desejar, temos a magnifica Helen Mirren como a Rainha, sempre tendo em favor um ar realmente de superioridade e ao mesmo tempo, se mostrando totalmente humanizada (ponto alto da Helen e do roteiro). Os coadjuvantes não ficam muito longe, mas obviamente perdem o brilho por causa de Helen, citando exemplos de Michael Sheen como o primeiro ministro Tony Blair e James Cromwell como Principe Philip.
Stephen Frears vêem dirigindo filmes desde 1968 e nunca foi reconhecido pelo seu trabalho no Oscar, e realmente, acredito que dessa vez continou na mesma. Sua direção é muito melhor que seus trabalhos anteriores que já indica merecimento de sua indicação ao Oscar. Mesmo achando que Alfonso Cuaron ou até mesmo de Guilhermo Del Toro estavam melhores.
O figurino é contemporâneo, por isso acaba por se tornar muito simples (mesmo sendo muito bem feito). Destaco a fotografia do brasileiro Affonso Beato que se torna competentemente original e ótima no filme.
A trilha desde o início do filme me fez delirar, já se tornamdo grande provavel de ganhar o Oscar, mesmo sendo bem "eletrônica", algo parecido com a trilha do "Carruagens de Fogo" que faturou o Oscar sendo extremamente eletrônica.
Ao fim do filme podemos ver que tudo o que era "antiquado" tem que ser modernizado, não importa se é um computador ou se é uma monarquia de mais de 50 anos da eternizada Elizabeth II.

NOTA:

Critica de Rodrigo Mathias

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